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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Governador do Rio é Nazista?


Cabral defende aborto contra violência no Rio de Janeiro


Governador do Rio evoca livro de americanos que defendem a tese. "Interrupção da gravidez tem tudo a ver com a violência pública", afirma.

Aluizio Freire Do G1, no Rio*


O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), 44 anos, propõe a legalização do aborto como forma de conter a violência no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao G1 na última segunda (22), ele se valeu das teses dos autores de "Freakonomics", livro dos norte-americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que estabelece relação entre a legalização do aborto e a redução da violência nos EUA.
"Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal", declarou.
Para o governador, os confrontos com criminosos nas favelas do Rio só vão terminar "quando a ordem pública puder chegar através de várias maneiras, dentre elas com o policial podendo andar fardado em qualquer lugar".
"Enquanto isso não for realidade, continuará havendo confronto. Isso gera morte", declarou Cabral, na 16ª entrevista da série com governadores no G1. Confira abaixo os principais trechos.

Para ler na íntegra:

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Amo o Brasil...sou brasileira com orgulho, mas quando leio textos e afirmações como essa, sinto vergonha de viver num país com políticos tão hipócritas e despreparados.
Qual o fundamento de uma afirmativa como essa? Dizer que pessoas pobres, na sua maioria trabalhadores honestos (diferente dos políticos que ganham muito e trabalham pouco), que pelo fato de receberem salários obscenos, de tão baixos, têm como praticamente única alternativa de vida, habitar as favelas desse país ou viver embaixo de pontilhões. Esses cidadãos, humildes porém dignos, são tão vítimas da violência como os "burgueses" e até mais, pois vivem em meio do fogo cruzado diariamente e além de tudo são estereotipados e estigmatizados de marginais pela alta classe da sociedade.
Na favela tem marginal? Sim, tem. Como nos bairros ditos nobres também tem. Ou o senhor governador não se lembra da história de Sirlei? Quem é Sirlei? A empregada doméstica que no dia 23/07/2007 foi espancada num ponto de ônibus da Barra da Tijuca, coincidentemente por 6 jovens, moradores de condomínios de luxo do mesmo bairro. Agora eu pergunto: SERÁ QUE A MÃE DESTES POBRES RAPAZES DEVERIA TAMBÉM FAZER UM ABORTO?
Claro que não! Pois eles são ricos...têm futuro de médico, advogado, governador, quem sabe, os aguardando daqui alguns anos.
E a Sirley? Jovem, provavelmente se casará um dia e deverá tomar muito cuidado para não ter filhos, provavelmente marginais, pq ela é pobre e pobre, segundo a ideologia do SR. Cabral (que não é Pedro Álvares mas também é um descobridor, descobriu o nazismo aqui em terras tupiniquins) só tem filho bandido.
Nem preciso falar da linda e loira Suzane...aquela burguesinha que matou os pais, não é? Muito menos dos brasilienses (que vergonha mais uma vez, meus conterrâneos), que mataram queimado o índio pataxó Gaudino. São esses e tantos outros jovens "arianos" ou "nobres burgueses", que não foram vítimas de aborto por controle de marginalidade e nasceram,com sua estrela a brilhar, nas páginas policiais.
Que revolta! Desculpem meu posicionamento, mas não posso pensar num país miscigenado, com raízes escravas e humildes vivendo um holocausto!