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segunda-feira, 28 de abril de 2008

ATENÇÃO, ATENÇÃO, ATENÇÃO!

HOJE, EXCEPCIONALMENTE, REDIMENCIONO MEU POST AO BLOG DO
NÃO ENTENDEU NADA, NÉ? BEM, É QUE FUI ENTREVISTADA POR ESTE BLOG MARAVILHOSO E GOSTARIA DE CONVIDAR MEUS QUERIDOS LEITORES À LEITURA DESTA ENTREVISTA. É UM POUCO LONGA, MAS PUDE EXPRESSAR MINHAS IDÉIAS E OPINIÕES. PRA QUEM É FIEL E ASSÍDUO LEITOR DO MEU COTIDIANO, VAI GOSTAR DE LER O QUE ESCREVI E DE ME CONHECER MAIS. NÃO DEIXEM DE ACESSAR!
BJAUM E BOA SEMANA...
CLIQUE ABAIXO E CONFIRA:

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Reflexão para um feriado chuvoso!


A Ostra e A Pérola

“Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"
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As pérolas são feridas curadas. Pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada NÁCAR. Quando um grão de areia a penetra, as células do NÁCAR começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada... Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas? Você já sofreu os duros golpes do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?
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ENTÃO, PRODUZA UMA PÉROLA!!!
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Cubra suas mágoas com várias camadas de amor. Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem. . Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias”, não porque não tenham sido feridas, mas, porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, fala mais que mil palavras..

terça-feira, 15 de abril de 2008

TODO DIA É DIA DE ÍNDIO - parte 3 (final)

Línguas Indígenas
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Se na época do descobrimento eram faladas 1300 línguas indígenas, hoje são reduzidas a apenas 180 famílias lingüísticas entre os povos indígenas. Essas famílias são divididas e subdivididas, fazendo com que índios que pertençam ao mesmo tronco lingüístico utilizem sem que sejam entendidos por outras tribos distintas, mas da mesma etnia. A extinção de línguas indígenas, segundo a FUNAI (2005), é também uma grande perda cultural, pois junto com ela, desaparecem para sempre costumes, crenças e enfim, toda cultura de um povo.
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Quem é o índio?
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É comum conceber-se uma imagem estereotipada e pré-concebida do índio. Mas existem hoje no Brasil, 215 sociedades indígenas, vivendo em todo território nacional e tendo cada uma características próprias. Segundo Cunha (1989), figuram no Estatuto do Índio (Lei nº 6.001, de 19.12.1979) no Artigo 3º a definição do que é o índio: “I- Índio ou Silvícola – É todo indivíduo de origem e ascendência pré-colombiana que se identifica e é identificado como pertencente a um grupo étnico cujas características culturais o distinguem da sociedade nacional”; (p.22).
O nome índio, segundo a FUNAI (2005), vem dos europeus, que ao chegarem a estas terras pensaram estar nas Índias. Mesmo após o reconhecimento do erro, ignoraram completamente os habitantes e seus costumes. Os índios são estigmatizados e não têm um estereótipo próprio que combine com que realmente são. Porém, alguns autores, antropólogos e pesquisadores, tentam numa luta árdua, derrubar essas barreiras embasados também na Constituição e nos Direitos do Índio. A imagem do índio é aquela típica ensinada nas escolas de Educação Infantil, no qual o indígena é um indivíduo praticamente mitológico ou generalizado de cabelos lisos, pele morena avermelhada e olhos puxados (características típicas de Xavantes ou Kayapós) e com penas na cabeça, fazendo a dança da chuva. É misturado um pouco de cada etnia indígena que se conhece ou tem em mente, misturado e criado um resultado final, que serve como parâmetro para a realidade que se deseja criar. O ser humano tende a usar de uma certa criatividade para criar o ser utópico que deseja ilustrar e assim faz com a imagem do índio, resgatando da memória um pouco de cada idéia que ouviu formando uma imagem que crê ser a real. É quase uma idealização mitológica. Com isso, conforme citado pela FUNAI (2005), um grupo de pessoas pode ser considerado ou não indígena, de acordo com seus interesses e a sociedade, embora algumas vezes, essa rotulação esteja ligada a interesses políticos.
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CONCLUINDO
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È inconcebível que um povo tão colorido e miscigenado, como o povo brasileiro, tenha vergonha de assumir os traços de seu passado, um povo que comemora datas internacionais com festas e pouco sabem sobre sua cultura e história. Somos uma nação que acredita que o país foi descoberto, enquanto na verdade, as nossas terras já eram habitadas e foram invadidas e exploradas. Perdemos nossas riquezas, dizimamos diversas comunidades indígenas que, extintas, deixaram no vento as pedras esfaceladas de sua cultura. Cada comunidade indígena que se perde, leva junto consigo dados históricos que só ela conhece, deixando apenas lendas e suposições de sua existência. O povo indígena sofre. Morre a cada dia com a derrubada de uma árvore, com a destruição de suas matas, com a poluição dos rios. É obrigado a se urbanizar para poder comer, sofre com o capitalismo dos brancos, perdendo toda sua pureza. A sociedade urbana engole a cada dia a sociedade indígena. Com seus “espelhos” vai seduzindo os índios e trocando a casta imagem deste povo por uma imagem sofrida, de um povo que nunca desiste de lutar. Hoje, os índios não morrem mais em confrontos, morrem também queimados em pontos de ônibus, morrem nas retomadas de terra, morrem de tristeza! Enquanto o branco comemora os 500 anos do país, os índios lamentam, choram por terem sido descobertos, confrontam-se com a polícia, pedem socorro. Não se sabe ao certo quanto tempo irá durar esse descaso, mas é provável que isso seja eterno. Talvez um dia esse povo seja até mesmo extinto. E enquanto o fim não chega, os poucos sobreviventes, aqueles 400.000 índios que restaram dos 6 milhões que haviam, tentam incansavelmente lutar contra o fim. Pintar a cara não é mais uma questão de tradição, pintar a cara é ser guerreiro, lutar contra preconceitos, descriminações e contra todos os ataques que sofrem diariamente. O índio não quer morrer, ele quer ser resgatado. Não quer ser folclore, quer ser gente, cidadão brasileiro assegurado constitucionalmente, quer ter espaço pra trabalhar, quer poder entrar com seus trajes típicos em qualquer ambiente, tentando fazer parte de algo que ele já é parte, mas é marginalizado.
Ao abordar o tema em sala de aula, cada professor deve resgatar a real importância da cultura indígena, não banalizando e nem resumindo a um dia somente.
Como todo dia é dia de brancos, negros, asiáticos, hindus, muçulmanos...
Enfim, todo dia é dia de quebrar as barreiras do preconceito e trazer o mito á realidade!

*Índios Pataxós de Coroa Vermelha/BA em visita a faculdade Uniceres em São José do Rio Preto/sp. Agosto de 2005.

domingo, 13 de abril de 2008

Interrompemos esse post para comunicado especial!



Entro pra ver meus comentários e fico sabendo que fui indicada pra mais um prêmio. Desta vez o carinho vem do blog Notícias (IR)Relevantes (clique para acessar). Agradeço de coração à Nana, Felipe e Kátia, donos do blog, pelo carinho e parceria com o COTIDIANO ATIVO.
VOU SEGUIR O EXEMPLO DELES, SER DADA (hehehe) E INDICAR ALGUNS BLOGS AO SELO, OK?
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Blog do Rafael : O Grapiuna
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Blog do Gustavo: Espaguete
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Blog da Juliana: Jubzzzz
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Blog do Euzer: Metendo o Bedelho
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Blog do Zanfa: Capinaremos
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quarta-feira, 9 de abril de 2008

TODO DIA É DIA DO ÍNDIO - parte 2

O mito da antropofagia
(a verdadeira história do canibalismo)


O conhecimento popular prega uma generalização da imagem do índio como canibal. Mas essa afirmação não é infundada. De acordo com alguns escritores, os índios brasileiros praticavam a antropofagia sim, porém, esta tinha o caráter extremamente ritual, ou seja, era parte de cultos religiosos e tradições tribais. Acreditava-se que, devorando a carne de um guerreiro, ou pessoa com qualidades invejadas, o “poder” dessa pessoa era absolvido e as características do morto, adquiridas. Só eram devorados homens, já que as características femininas eram indesejáveis.
Já no caso do índio norte americano, o canibalismo aparece como uma das mais fortes e instigantes características do indígena americano. Quando Colombo chegou em Guadalupe, encontrou restos mortais em um festim deixado pelos canibais. Ilustrações da época mostram como eram esses atos. O canibalismo parecia um costume normal e estes costumes poderiam ser considerados nada bárbaros e selvagens nos povos do Novo Mundo, especialmente, “os do Brasil”, pois na verdade, cada um considera bárbaro aquilo que não pratica em sua terra... São denominados ‘selvagens’ no sentido que consideramos selvagens os frutos silvestres, que a natureza produz se a intervenção do homem. No entanto deveríamos chamar de selvagens aqueles que alteramos pelo processo cultural, aos quais mudamos e modificamos o desenvolvimento natural. A prática do canibalismo foi de grande contribuição para difundir essa idéia de que o indígena é um ser bárbaro e selvagem, pois interessava ao conquistador uma justificativa para o fato de tomarem posse dessas terras e dizimarem seus habitantes.

domingo, 6 de abril de 2008

TODO DIA É DIA DO ÍNDIO - parte 1



Começo hoje uma série de relatos sobre a cultura indígena no Brasil. Esses dados que postarei, são parte do meu TCC feito no final de 2005. Após pesquisa bibliográfica e também entrevista com índios Pataxós de Coroa Vermelha, pude concluir um lindo trabalho e comprovar mais ainda que os índios são mais do que "dança da chuva" e "uuuuuu" batendo a mão na boca (aliás, esses costumes não de índios norte-americanos). Enfim, começo hoje e vou até dia 19/04 (dia do índio) com textos divididos em 3 partes sobre essa cultura tão maravilhosa que relata um pouco daquilo que somos hoje e que é parte da missigenação de raças que vive em nós brasileiros.
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A cultura indígena, acumulada ao longo de centenas de anos, retrata a história de nosso país, constituindo-se em um importante acervo para a humanidade. Há ainda muito a ser descoberto e valorizado, em relação a essa cultura, que vai além de caras pintadas e penas na cabeça e rituais mais elaborados do que a mitológica dança da chuva.Porém, muitos professores abordam a cultura indígena de forma distorcida, estereotipada, simplista e muitas vezes distante da realidade.
Os brancos, desde o início do contato, quiseram transformar o brasilíndio, ensinando seus costumes, sua língua e religião. Estes por sua vez, fugiram do contato com os portugueses para o interior do país. Com o contato e as doenças, aos poucos as tribos litorâneas foram se extinguindo.
Estima-se, baseado em dados da FUNAI (2005), que na época do descobrimento (ou invasão) do Brasil, a sociedade indígena brasileira variasse entre 1 e 10 milhões de habitantes, falando em torno de 1300 línguas diferentes (não só tupi-guarani, como se tem conhecimento). Séculos se passaram e atualmente, o Brasil tem cerca de 345 mil índios, isso sem contar aqueles de tribos isoladas sem nenhum contato com o mundo e também não contando os que vivem na malha urbana desta sociedade.O contato dos índios com os novos habitantes da terra trouxe uma grande diversidade étnica, aparecendo miscigenações de raça, como
por exemplo: o mameluco, que resulta da mistura do índio com o branco, e o cafuzo, que se trata da mistura do índio com o negro. Se a individualidade genética é realmente alta em todo o mundo, no Brasil ela é maior ainda, como mostra a diversidade estampada no rosto da população brasileira. Tudo isso se dá pelo fato de que, quando os portugueses vieram colonizar o Brasil, não trouxeram suas mulheres com medo do ambiente selvagem e acabaram tendo filhos com nativas ou escravas africanas. Nos 500 anos desde que os portugueses aportaram aqui, o cruzamento de etnias tão diferentes foi tão intenso que é quase impossível encontrar um brasileiro que não tenha em seu código genético, genes africanos ou ameríndios.
A idéia de que a mesma fusão racial trouxe junto uma fusão cultural é tão parte da cultura brasileira quanto é a idéia da miscigenação racial. Nesse sentido, o Brasil não se esquiva de festejar datas comemorativas de santos católicos, com uma pitada de estética afro-religiosa, assim como não deixa de festejar o carnaval na forma de competição cabocla, celebrando a cultura indígena.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

...uma jóia!

Minha primeira indicação! Claro que tinha que ter vindo do blogueiro mais gentil e querido que conheço: Henrique, do blog Vai Vendo.Obrigada do fundo do meu coração pela indicação, viu?

A intenção deste selo é homenagear Blogs que merecem reconhecimento (!). Para ser selado, no entanto, o Blog deve agradar e manter o bom nível, ou seja, ser lindo e valioso.. uma jóia!

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Agora, minha vez de oferecer com muito carinho este selo:

Bruxx, blog Vassourando

Theo Moura, blog Além do que se vê

José Vitor Rack, blog Sinopse Inacabada

"E, não se esqueçam de não perder o "espírito" da brincadeira...lembrem-se de sempre revelar quem indicou o blog..."

Selo criado pelo Matheus Tape .