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sábado, 23 de fevereiro de 2008

OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE O GRANDE

Gostei tanto, que gostaria de dividí-los com vocês.

Eis o resumo:

Quando à beira da morte, Alexandre convoca seus Generais e seu escriba e relata a estes seus 3 últimos desejos:

1 - que seu caixão seja transportado pelas mãos dos mais reputados Médicos da época;

2 - que seja espalhado no caminho até seu túmulo, seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);

3 - que suas duas mãos sejam deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus Generais, admirado com esses desejos insólitos, pergunta a Alexandre a razão destes. Alexandre explica então:

1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão, para mostrar aos presentes que médicos NÃO têm poder de cura nenhum perante a morte;

2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros p/que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento, para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos, de mãos vazias partimos.
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Tinha colocado esse texto nos meus rascunhos aqui e ainda não tinha postado...não sei pq motivo, mas tudo nessa vida tem um, não é?
Então, hoje aconteceu um episódio comigo no serviço que fechou com chave de outro o significado desse texto.
Antes, deixe-me explicar sobre meu emprego.
Como quem me conhece sabe, sou professora. Este ano, fui abençoada com um novo emprego. Fui contratada por uma das melhores (senão a melhor) escola particular da cidade para trabalhar num projeto filantrópico, com crianças de uma escola da periferia, que no horário alternativo de aula vão para o projeto ter aulas, fazer tarefas e ser felizes acima de tudo. Várias das crianças que participam deste projeto são carentes, umas nem mesmo o shopping da cidade conhece.
Então, hoje uma aluna minha me falou assim toda contente:
-Tia, ontem foi meu aniversário, fiz 8 anos.
Então, eu, pra continuar a conversa com ela disse:
-Nossa! Que legal! Teve bolo?
E ela falou pra mim, ainda sim feliz:
-Não tia, meu pai me deu R$5 pra eu comprar um guaraná e um pedaço de bolo na padaria perto de casa.
Bom, aí chego em casa, pensando muito em como muitas vezes somos materialistas e não damos valor ao que temos. Resolvo postar no blog e lembro-me do texto de Alexandre, O Grande, ainda impublicado por mim e qdo o releio, para minha surpresa, ele vêm pra fechar esta passagem do meu dia.
Chorei bastante...nestas horas a gente se sente exatamente: NADA, né?
O que me consola é poder ter acesso aos alertas da vida e ter a capacidade de repensar meus atos, embora não seja uma pessoa materialista, mas tb não sou uma pessoa desprendida do mundo capitalista.
É isso...tomara que alguém mais seja tocado com esta reflexão!