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quarta-feira, 9 de abril de 2008

TODO DIA É DIA DO ÍNDIO - parte 2

O mito da antropofagia
(a verdadeira história do canibalismo)


O conhecimento popular prega uma generalização da imagem do índio como canibal. Mas essa afirmação não é infundada. De acordo com alguns escritores, os índios brasileiros praticavam a antropofagia sim, porém, esta tinha o caráter extremamente ritual, ou seja, era parte de cultos religiosos e tradições tribais. Acreditava-se que, devorando a carne de um guerreiro, ou pessoa com qualidades invejadas, o “poder” dessa pessoa era absolvido e as características do morto, adquiridas. Só eram devorados homens, já que as características femininas eram indesejáveis.
Já no caso do índio norte americano, o canibalismo aparece como uma das mais fortes e instigantes características do indígena americano. Quando Colombo chegou em Guadalupe, encontrou restos mortais em um festim deixado pelos canibais. Ilustrações da época mostram como eram esses atos. O canibalismo parecia um costume normal e estes costumes poderiam ser considerados nada bárbaros e selvagens nos povos do Novo Mundo, especialmente, “os do Brasil”, pois na verdade, cada um considera bárbaro aquilo que não pratica em sua terra... São denominados ‘selvagens’ no sentido que consideramos selvagens os frutos silvestres, que a natureza produz se a intervenção do homem. No entanto deveríamos chamar de selvagens aqueles que alteramos pelo processo cultural, aos quais mudamos e modificamos o desenvolvimento natural. A prática do canibalismo foi de grande contribuição para difundir essa idéia de que o indígena é um ser bárbaro e selvagem, pois interessava ao conquistador uma justificativa para o fato de tomarem posse dessas terras e dizimarem seus habitantes.