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domingo, 11 de janeiro de 2009

Até onde ou desde onde vai o preconceito?

Vivemos num mundo onde a beleza tem padrões: pele branca, cabelo liso e de preferência loiro, corpo esbelto, olhos claros de preferência. Se tiver fora de qualquer um desses padrões, vc provalvente não será tão bem aceita socialmente como gostaria.
O problema maior de tudo isso, é quando o preconceito está entranhado nas pessoas desde que nascem, por serem marginalizadas pela sociedade. Isso pesa tanto em suas cabeças, que criam uma verdade única daquilo que lhes é imposto como verdade. Daí vêm os casos de anorexia e bulimia e um caso ainda mais triste, que é o que me trouxe a esta postagem: racismo.
Desde pequenas, crianças afro-descendentes, são "convencidas" de que ser bonito, inteligente e legal é ser branco e acreditam nisso como verdade absoluta. Torna-se uma ideologia. Leiam o texto abaixo escrito por SUELI SUEISHI e assistam em seguida o vídeo. Fiquei emocionada, mas não de alegria, de tristeza.
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"Você poderia me mostrar qual das duas bonecas é a mais feia? Sem hesitar, a garota afro-americana aponta a boneca negra como a mais feia. E por que ela é feia? Porque ela é negra. E por que a outra boneca é mais bonita? Porque ela é branca. Este diálogo faz parte de um teste baseado nos estudos do psicólogo americano Kenneth Clark que, em 1954, ajudou a Suprema Corte dos Estados Unidos a proibir a segregação racial nas escolas públicas.
No teste, crianças afro-americanas precisavam escolher entre duas bonecas, uma branca e outra negra, a "mais bonita". Os resultados provaram que a segregação racial destruía a auto-estima de crianças afro-americanas. Mais de 50 anos depois, em 2006, a estudante americana Kiri Davis, de apenas 17 anos, refez o teste e, pasmem, os resultados foram os mesmos.
Ela entrevistou 21 crianças afro-americanas do Harlem Day Care Center e 15 afirmaram preferir a boneca branca. O documentário, intitulado A Girl Like Me, foi muito comentado nos Estados Unidos e questionou o papel da mídia, ou seja, como as propagandas ainda atrelam o "bonito" e "perfeito" a características como pele branca, olhos claros, magreza. Isso me faz pensar que é essa imagem que, inevitavelmente, serve de parâmetro para os nossos filhos julgarem o que é bonito e feio, levando-os a questionarem, inclusive, a própria imagem. "

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