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domingo, 12 de julho de 2009

LENDAS URBANAS

Lendas urbanas: jovem contaminada pelo cadáver
São José do Rio Preto, 12 de julho de 2009

FONTE: http://www.diarioweb.com.br

Giseli Marchiote

02:45 - Uma tal jovem, de identidade e idade desconhecidas, estaria internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB) de Rio Preto e estaria correndo o risco de perder os lábios e o queixo devido a uma bactéria que só existe em cadáveres. Dizem que médicos não descartam a possibilidade de a garota morrer em decorrência do problema. A menina teria ido parar no HB depois de beijar um rapaz durante uma micareta que aconteceu em abril deste ano em Rio Preto. O rapaz, que teria vindo de São Paulo, matou a ex-namorada e manteve o corpo da garota em casa. Durante esse período, ele manteve relações sexuais com a morta e pegou a bactéria, que contaminou a garota que está internada no HB.Esta é apenas mais uma história que surge não se sabe de onde, espalha-se pela cidade e acaba virando mais uma das incontáveis lendas urbanas, que todo mundo conhece mas ninguém viu. São histórias passadas de uma pessoa para outra que geralmente possuem elementos de alerta, terror ou humor. A história da menina infectada pela bactéria já foi contada nos Estados de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande so Sul e até mesmo em Brasília (DF). Ninguém viu ou sabe quem é a garota. Ela é sempre amiga de um conhecido. Outro fato que faz a veracidade da história desaparecer é o HB não ter nenhum paciente internado nos últimos meses com as características da suposta menina contaminada. “Não existe qualquer investigação na Polícia Civil de Rio Preto sobre este fato. Nenhum boletim de ocorrência foi registrado e ninguém foi preso por ter matado a namorada e ocultado o corpo”, afirma o delegado Seccional de Rio Preto, Jozeli Donizete Curti. “Isso é imaginação do povo.”
Apesar disso, a narrativa ganhou corpo. Em qualquer lugar de Rio Preto - faculdades, escolas, bares, lojas, na Prefeitura e até mesmo no Fórum - é possível ouvir a história, que ganha novos detalhes a cada dia. “A menina é estagiária da Prefeitura, um professor da faculdade disse que é verdade. Uma amiga da minha mãe conhece a mãe da menina, que está entre a vida e a morte. Os médicos demoraram para descobrir de onde vem a bactéria”, diz Carolina, 20 anos, estudante de publicidade. Funcionários do Fórum chegaram a procurar nos cartórios criminais algum inquérito ou processo que relatasse a história. “Falaram que é verdade. O inquérito chegou no cartório com pedido de prazo e voltou para a polícia concluir a investigação. Estão abafando o caso porque a menina é filha de um médico importante da cidade”, disse um funcionário do Judiciário, que passou o “furo de reportagem” sob a condição de anonimato.No Orkut, site de relacionamento, a história é tema de grupos de discussão. Enquanto alguns adolescentes afirmam ser verdadeira a história, outros riem da inocência daqueles que adotaram a lenda urbana como real e repassam a história com novos detalhes: o corpo da namorada morta ficou dentro de um freezer; o rapaz colocou o cadáver dentro de uma banheira com formol; a polícia achou o corpo por causa do mau cheiro, mas o garoto fugiu. “Foi feito um boletim de ocorrência. Os policiais foram entregar a intimação (ao rapaz) e descobriram que ele mantinha relação sexual com a ex-namorada morta e que estava guardada dentro de um frezeer. Ele comeu metade do corpo dela (como se fosse comida), agora recebemos informações que a menina estava em coma, já estava toda comida por dentro e que ela já faleceu. Isso é verdade sim, que isso sirva de exemplo e para não ficar beijando qualque um”, narra um dos integrantes do grupo de discussões sobre o assunto no Orkut.
Lendas ganham fama
Forte carga de suspense e elementos sobrenaturais são itens que não podem faltar em uma lenda, seja ela urbana ou não. De acordo com a escritora Heloisa Prieto, autora de livros sobre lendas e pesquisadora do processo de criação literária, a narrativa mágica seria uma forma de falar das emoções ancestrais, os temores universais, como da morte, por exemplo. “Histórias assim são uma maneira de nos lembrar que a vida é finita. Diante do tempo cronológico, da fragilidade do corpo humano, do acaso, todos somos iguais, portanto, trata-se de lembretes bem democráticos”, afirma a escritora.Uma das mais tradicionais lendas urbanas é a da “loira do banheiro”, fortemente difundida entre alunos da rede pública de ensino há muitos anos. Diz a história que uma garota muito bonita de cabelos loiros com aproximadamente 15 anos, sempre planejava maneiras de “matar” aula. Uma delas era ficar no banheiro da escola esperando o tempo passar. Um dia, um terrível acidente aconteceu. A loira escorregou no piso molhado do banheiro e bateu a cabeça no chão. Ficou em coma e pouco tempo depois morreu. A menina não se conformou com seu fim trágico e passou a assombrar os banheiros das escolas. Muitos alunos juram ter visto a famosa loira do banheiro, pálida e com algodão no nariz para evitar que o sangue escorra. “A história da loira do banheiro é verdade. Fui com meus amigos no banheiro da escola, demos descarga algumas vezes, falamos palavrões e ela apareceu no espelho. Eu vi! A menina é loira mesmo”, afirma o estudante Antonio Saturnino Junior, 16 anos.Heloisa afirma que é fácil reconhecer uma lenda urbana, pois há elementos essenciais que fazem parte de todas elas. “São narrativas apócrifas, que tangenciam o sobrenatural como as lendas antigas, situando a trama em contexto real e contemporâneo. Elementos como hospitais, remédios, táxis e aviões fazem parte dessa nova combinatória dos antigos causos”, diz a escritora. Em Rio Preto, outras lendas povoaram o imaginário das pessoas e de tanto serem repetidas se tornaram verdades para aqueles que as contavam. Uma delas é a história de uma criança que teria sido picada por uma cobra dentro da piscina de bolinha de uma lanchonete. Assim como a história da garota infectada pela bactéria do cadáver, ninguém nunca soube o nome da criança. A história correu o País e, em algumas cidades, o acidente aconteceu em outros restaurantes. Durante a construção de um hipermercado, em Rio Preto, surgiu a história de que uma caveira foi filmada pelas câmeras de segurança do local empurrando um carrinho de compras. A história foi contata em todos os bairros da cidade, mas as imagens nunca existiram. Noiva do CubatãoHistória sinistra também é contada pelos lados de Ibirá e Urupês. Dizem que ali, próximo à divisa dos municípios, num trecho bucólico cortado pelo córrego Cubatão, uma noiva trajada a rigor sai em noite de lua cheia para assombrar motoristas. Seu alvo são homens que, de alguma forma, fazem lembrá-la do noivo que a teria abandonado no altar. A versão de que ela teria sido abandonada no altar não é única. Alguns dizem que a mulher teria se afogado nas águas do córrego durante a festa de casamento, às margens do Cubatão. O motivo, não se sabe. Fato é que, vez ou outra, o carro de algum motorista seria ‘visitado’ por ela enquanto trafega por aquelas bandas.
Por que eu coloquei essa reportagem aqui na íntegra???
Estou simplesmente cansada de discutir com pessoas "crentes" d+ em assuntos banais e malucos e cansada de dizer que isso era uma lenda urbana e assim mesmo ouvir: "não, a minha vizinha trabalha de faxineira no hospital e viu o corpo da menina" ou então, "eu conheço uma pessoa que trabalha no HB que disse que é verdade e o corpo tá na FAMERP (Faculdade de Medicina que funciona em parceria com o hospital) pra estudos.
Enfim, senhores e senhoras céticos de plantão, eis que um veículo de informação de nossa ilustre cidade divulga uma nota que esclareça (ou não) essa história de vez.
Obs: Estou divulgando a notícia como forma de alertar às pessoas que ficam propagando notícias falsas e causando pânico por aí. Não tive o intuiuto de plagiar o jornal em momento algum!

3 Comments:

Amanda Fonseca said...

Fer, adorei a matéria. Penso como você. Aqui mesmo na minha cidade (Manaus)corre a lenda dessa criança que foi picada pela cobra na piscina de bolinha num parque infantil.
O Parque se chamava Studio Play, e ficava num shopping aqui (Studio 5). Depois do tal acontecimento o parque até fechou. Deu no jornal na época, mas nunca ninguém viu a a família da tal menina. kkkkk
Mas, amiga, na verdade eu vim pedir sua ajuda. Estou tendo uma dificuldade em postar um gif no meu blog e você é uma das poucas pessoas que eu acho que pode me ajudar.
Eu fiz essa gif no PhotoScape, pra ser uma banner pro meu blog (tipo esse seu, que fica piscando, sabe?), mas no meu computador ele aparece como gif e pisca, mas quando faço upload dele pro blog ele fica parado, tanto nas postagens quanto quando tento adicionar como imagem.
Já coloquei ele no Flicke pra pegar a URL, mas mesmo assim ele fica parado!!! Tô estressada já com ele, porque no meu computador ele "se mexe", entende?
Amiga, se puder me dar uma forcinha ou uma dica, por favor, porque já não sei mais o que fazer. kkkkkkkkkk Fico esperando. Bjks.

Amanda Fonseca said...

Oi, Fer! kkkkk Já consegui fazer o que eu queria sobre aquela dúvida que te perguntei. Era só hospedar o gif no PhotoBucket. Mas eu achei ele muito lento, se você souber de um outro programa que hospede gif e que seja mais rápido, me avisa, tá?
Vim te oferecer os selinhos que ganhei e acho que seu blog merece, porque ele é Mágico e de Pura Luz.
Estão no pingosegotasdeamor.blogspot.com
Passa pra buscar, tá. Bjs

Mågø Mër£Îm said...

Qto absurdo heim amor... rs
E o povo acredita!...

Beijo, delicia! AdoRo!