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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"COMO TRATAR TODAS PESSOAS QUE ENCONTRAMOS EM NOSSO CAMINHO E EM NOSSA VIDA."

Café da manhã no McDonald's (autoria desconhecida)


Esta é uma bela história e é também uma história real, por favor, leia-a até o fim! (Após o final da história, alguns fatos bastante interessantes!)
Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade.
A última aula que assisti foi de sociologia...
O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser.
O último projeto do curso era simplesmente chamado "Sorrir"...
A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações...
Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim...
Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's.
Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho...
Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo...
Não me movi um centímetro... Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram...
Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto.
Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo"...
Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação...
Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado...
O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo... Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação...
Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois...
A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam....
Ele disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)...
Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis...
Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha...
Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada...
Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar... Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis...
Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado!!"
Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!!"
Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho... Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!"...
Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito.....
Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus...
Aquele dia, me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus...
Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos.
Eu entreguei "meu projeto" ao professor e ele o leu...
E então, ele me perguntou: "Posso dividir isto com a classe?"
Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto...
Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados...
Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária...
Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei:
ACEITAÇÃO INCONDICIONAL.
Que muito amor e muita compaixão seja enviada a todos que lerem esta mensagem e aprenderem a:
AMAR AS PESSOAS E USAR AS COISAS E NÃO, AMAR AS COISAS E USAR AS PESSOAS...
Um anjo foi enviado para assistir você...
Para que este anjo posso trabalhar, envie isto para pessoas que também precisam de anjos em suas vidas.
Um Anjo escreveu:
"Muitas pessoas entrarão e sairão de sua vida, mas apenas os verdadeiros amigos deixarão pegadas em seu coração.
Para se controlar, use sua mente...
Para controlar os outros, use seu coração...
Deus dá a cada pássaro seu alimento, mas Ele não joga nenhum alimento em seus ninhos..."

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Gerundiando (Luiz Caversan)

"Já lá se vão cinco anos quando pela primeira vez, aqui neste "[mesmo espaço", foi dada a partida para uma onda de protesto contra a praga do gerúndio que então se estabelecia no país.
Sabe-se lá vinda de onde, provavelmente da tradução mal feita de manuais americanos de telemarketing, a série de acintes contra a língua portuguesa era ampla e variada: vamos estar mandando sua encomenda amanhã, vou estar transferindo esta ligação, o senhor pode estar vindo aqui?, esta mercadoria só vai estar chegando na próxima semana.
Na época a solidariedade foi irrestrita por parte de leitores e colegas, alguns célebres, como o meu caro Pasquale Cipro Neto e o Hélio Schwartsman.
Mas eram vozes no deserto, porque de lá para cá o maldito gerúndio se estabeleceu, galgou degraus sociais, instaurou-se até nas classes mais instruídas e não é raro hoje em dia em palestras de personalidades, reuniões de primeiro escalão ou seminários altamente qualificados (de jornalistas, pasmem) alguém de repente soltar uma pérola do tipo: "Hoje eu vou estar falando sobre o uso correto na língua portuguesa nas campanhas publicitárias..."
Vamos mandar, vou transferir, o senhor pode vir?, sua mercadoria chegará amanhã, e hoje eu vou falar da língua portuguesa... Não é simples?
Parece que não, porque todos, ou quase, preferem "enfeitar" a coitada da língua pátria com algo que não lhe pertence, a não ser em ocasiões especiais, ou seja, quando alguma coisa efetivamente estiver acontecendo no futuro.
Mas eis que surge um alento. Segundo me alerta uma amiga querida e culta, dia desses a personagem da ótima Fernanda Montenegro na novela "Belíssima" deu uma tremenda bronca na secretária, que saiu lá com um gerúndio desses. Houve um breve comentário a respeito, a partir do qual a neta da personagem, vivida por Gloria Pires, protestou contra a tal da onda de gerúndio. Meus agradecimentos ao autor do folhetim eletrônico, Silvio de Abreu
Quem sabe agora que o alerta apareceu no programa de maior audiência da rede de maior audiência as pessoas que adoram esta forma burra de falar se dêem conta.
Mas o mais provável é que elas estarão falando da mesma maneira, para desespero de quem presta atenção no que as pessoas dizem, e como... "
Este texto é de 1995, mas ultimamente tenho visto no meio em que trabalho (detalhe, sou professora) várias professoras, formadas em LETRAS, inclusive, gerundiando d+ perto de mim e lembrei deste texto que havia lido há muito tempo e resolvi postá-lo. Ele saiu na FOLHA ON LINE.